Sou...





Nesta peça decorativa usei a renda de bilro também cedida pela minha amiga Ida Ismênia.Esmaltei em azul Moody blue e fazendo o acabamento com esmalte transparente com brilho.
O resultado ficou...

Novas peças





Minha amiga Ida,sabendo do meu trabalho com rendas e bordados me emprestou um precioso trabalho em renda de crochê feito por alguém da família ,para que eu fizesse uma peça em cerâmica esmaltada.


Gostei muito do resultado.....

Impressão de rendas

Utilizo a renda como um elemento que é sobreposto e absorvido pelo barro.
















A renda é um tecido com padrão de orifícios e desenhos feitos à mão ou à máquina. Os tipos mais comuns são a renda de bilros e a renda de agulha. A renda de bilros é criada pela manipulação de numerosos fios, cada um deles presos a um bilro, sendo em geral trabalhada sobre uma almofada.A de agulha é confeccionada dando-se laçadas com o fio (estando uma extremidade presa a uma agulha e outra presa a uma base) em pontos simples ou complexos, o que resulta num padrão ou desenho preestabelecido. Acredita-se que renda de bilros seja originária de Flandres (região belga) e a de agulha, da Itália.

Bando de Barro Invade POA
















Participei do projeto "bando de barro invade POA"- exposição fotográfica -cerâmica em (suas) duas dimensões- com alguns trabalhos de 2008.

Modelando un Hombre Nuevo

Recebi um texto simples,porém muito profundo, e que fala de uma rotina do qual fazemos parte.
A autora,ceramista também por paixão ,fala do encontro consigo mesmo (con uno mismo),sem o qual a nossa vida não tem sentido,um encontro que permite sermos éticos e verdadeiros ,possibilitando-nos exercer a verdadeira liberdade."El trabajo con las manos es lo más parecido a ese Encuentro."
" En la actualidad no hay lugar para un
instante de reflexión interna. Pareciera que los tiempos acelerados y las
corridas urbanas dificultan el encuentro con Uno Mismo. El trabajo con las manos
es lo más parecido a ese Encuentro. Al modelar se puede vivenciar "el tiempo del
no-tiempo", en donde el artista se sumerge en un mar de formas, colores,
texturas, la mente se aquieta de pensamientos. .. y ahí es donde aparece: La
creación en el silencio.
En el encuentro creativo, el silencio, nos muestra
imágenes propias, ellas son las que nos rescatan y revalorizan como seres
humanos. La arcilla nos permite entender que todo tiene un tiempo, que aunque
nuestro pensamiento vaya más rápido que la pieza a la que estamos dando vida, no
lograremos nada. El agua, el aire, el sol, el fuego, todo tiene su tiempo,
cualquier cosa que intente acelerarlo, hará que el proceso se quiebre, y nada
llegue a buen término.
Este material tan simple, nos enseña como hombres a
entender los tiempos de la naturaleza, sabios tiempos...En el taller trabajamos
en armonía con este ritmo natural generando un espacio a la reflexión y a la
creatividad, que es hoy por hoy la única respuesta a este vacío generalizado.
Hay que dar lugar a la expresión, y al entendimiento de que todo está a nuestro
alcance. La arcilla, el agua, el horno, todo puede ser hecho por nuestras manos
sin necesitar de algún sistema .Al construir nos reconstruimos como
hombres.
Esta es a propuesta para los tiempos actuales, modelar un hombre
nuevo, que se autosustente, y se reconstruya junto a su arte.
Un viejo lema
inca dice:
"ancha sumaj puku, Pachaman allin ñan"
Una hermosa vasija es el
mejor camino hacia Pacha"
María Laura Galeotti

Mandala de crochê


O termo crochê tem origem na palavra francesa croc, que significa gancho,mas onde e como surgiu,ninguém atesta a precisão.No entanto,pesquisas comprovam que o crochê teve origem na China.Posteriormente a técnica ultrapassou fronteiras, chegando a europa por volta de 1700.No final do século 18 a técnica evoluiu para que os franceses chamam de “crochê no ar”,em que o tecido de fundo e bastidor foram abolidos e agulha passou a trabalhar diretamente com a linha.
(Esta mandala de crochê foi feita pela minha bisavó)









Impressão de bordado richelieu

De pontos conhecidos como o caseado, palito cerzido e alinhavo nasce o bordado Richelieu. O richelieu surgiu na França.A denominação ocorreu entre 1624 e 1642,pelo uso freqüente nas vestes de Armanol-Jean du Plessis,cardeal e duque de Richelieu.O bordado ganhou fama,pois além de ser sinônimo de riqueza,distingui-se por sua técnica ,no qual os fios do tecido são delicadamente retirados até formarem verdadeiros desenhos vazados.O richelieu chegou ao Brasil através da colonização portuguesa.

Impressão em Rendendê



O bordado “redendê” é elaborado com agulha,linha e tesoura.A bordadeira corta o tecido em quadrados,losângulos ou triângulos.Com auxílio de um bastidor vai unindo-os com linhas brancas ou coloridas ,formando barras.As mulheres do povoado de Entremontes ,em Alagoas são conhecidas como as bordadeiras de redendê .

Impressão em renda de bilro


A renda de bilro surgiu no século XV,na Itália.Anos depois ,a arte do rendado chegou à França invadindo a Corte do Rei Luís XIV e os centros produtores de Portugal.Com a colonização portuguesa,esta arte chegou ao Brasil.Hoje devido à forte presença açoriana em Santa Catarina,as mulheres que trocam bilros”(batem os pauzinhos) concentram-se na Lagoa da Conceição,em Florianópolis.

A arte que sai do barro




Argila e Renda






Do encontro entre argila e renda, universos distintos se integram criando uma certa reciprocidade plástica e técnica.



Deste ponto é que moldo de acordo com o saber fazer repleto de detalhes e segredos próprios do ofício de cerâmica.






Comecei na arte da cerâmica em 2004 como aluna no atelier
Sebastião Pimenta na cidade de Governador Valadares em Minas Gerais.Ao iniciar o
convívio com a argila fiquei encantada com suas propriedades e fui descobrindo
nas formas um meio para valorizar o trabalho milenar das rendas e
bordados,atributos muitas vezes esquecidos nos dias de hoje.Mas foi através dos
detalhes das rendas e bordados que encontrei numa "caixa de guardados" que
resolvi documentar na cerâmica a dedicação e o bom gosto das rendeiras.